quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Desabafo
E eu queria te segurar, te abraçar bem forte, te beijar e não te deixar fugir. Queria pedir pra você ficar, te falar o quanto é bom ter você comigo, te mostrar o quanto é bom ver teu sorriso, olhar nos teus olhos. Te mostrar o quanto me fazes bem, o quanto é bom te ter por perto, o quanto mudas o meu dia. Fazes meus dias melhores, não duvide disso. Não quero te deixar fugir, não quero que a gente se perca, não quero distâncias. Quero carinho, quero palavras carinhosas, quero você como antes novamente, mas será que você quer ficar mesmo? Não vá, não se perca de mim... De nós.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Chamada para o Coração.
O telefone toca, o coração atende:
- Alô?!
- Alô! Coração?!
- Sim, é ele mesmo. Quem fala?
- A sua consciência! - Em tom de ironia o cérebro respondeu.
- Ah... É você... Qual é a crítica dessa vez?
- Você sabe o que é. Mais uma vez, você a fez sofrer. Isso não tá certo! Quantas vezes já lhe disse pra parar de tentar ser o salvador do mundo? Quantas vezes isso já aconteceu? E agora olha como ela tá! E não há nada que eu possa fazer dessa vez. Você iludiu-a de uma forma que nem todos os pensamentos mais racionais do mundo conseguiriam fazer com que a dor que ela está sentindo sumisse. Eu avisei, eu avisei...
- Tudo bem, caro Cérebro. Você só esquece de uma coisa.. Ela está destruída, isso é fato, mas quem está machucado sou eu. EU me machuquei mais uma vez, EU estou sangrando, a ferida aberta mais uma vez foi em mim. É fácil pra você, que é tão racional, julgar ou criticar algo, você não sente nada! Mas a culpa é sempre do Coração, não é?! É bem mais fácil culpar aquele que sofre, o lado mais fraco da corda. Só não esqueça de uma coisa muito importante. O amor não é tão simples quanto aparenta ser. Não sou eu quem escolho por quem fazê-la se interessar, simplesmente acontece. O amor não é racional, minha cara "consciência"! Nunca foi e jamais será! O amor é o frio na barriga igual aquele quando subimos a montanha russa, é o sorriso bobo ao ler uma mensagem, é o olhar sincero, é o abraço, o beijo, o carinho... Mas é também a queda, o machucar, o sangrar. O Amor nos faz experimentar das duas sensações. Quem ama também sofre. Sofre pela distância, sofre por não ter a pessoa por perto, sofre pelo amor não correspondido ou sofre quando tem que se afastar. E o afastamento é a pior de todas as dores. Mas como todo machucado tem cicatriz, eu também cicatrizo.
- Sim, e ela? Vai ficar sofrendo por aí?! Dê uma solução, afinal, você fez a besteira!
- Solução!? Eu digo apenas pra ela ter calma e esperar, que cada coisa tem seu tempo certo pra acontecer. O que é nosso de verdade jamais se vai para sempre.
- Alô?!
- Alô! Coração?!
- Sim, é ele mesmo. Quem fala?
- A sua consciência! - Em tom de ironia o cérebro respondeu.
- Ah... É você... Qual é a crítica dessa vez?
- Você sabe o que é. Mais uma vez, você a fez sofrer. Isso não tá certo! Quantas vezes já lhe disse pra parar de tentar ser o salvador do mundo? Quantas vezes isso já aconteceu? E agora olha como ela tá! E não há nada que eu possa fazer dessa vez. Você iludiu-a de uma forma que nem todos os pensamentos mais racionais do mundo conseguiriam fazer com que a dor que ela está sentindo sumisse. Eu avisei, eu avisei...
- Tudo bem, caro Cérebro. Você só esquece de uma coisa.. Ela está destruída, isso é fato, mas quem está machucado sou eu. EU me machuquei mais uma vez, EU estou sangrando, a ferida aberta mais uma vez foi em mim. É fácil pra você, que é tão racional, julgar ou criticar algo, você não sente nada! Mas a culpa é sempre do Coração, não é?! É bem mais fácil culpar aquele que sofre, o lado mais fraco da corda. Só não esqueça de uma coisa muito importante. O amor não é tão simples quanto aparenta ser. Não sou eu quem escolho por quem fazê-la se interessar, simplesmente acontece. O amor não é racional, minha cara "consciência"! Nunca foi e jamais será! O amor é o frio na barriga igual aquele quando subimos a montanha russa, é o sorriso bobo ao ler uma mensagem, é o olhar sincero, é o abraço, o beijo, o carinho... Mas é também a queda, o machucar, o sangrar. O Amor nos faz experimentar das duas sensações. Quem ama também sofre. Sofre pela distância, sofre por não ter a pessoa por perto, sofre pelo amor não correspondido ou sofre quando tem que se afastar. E o afastamento é a pior de todas as dores. Mas como todo machucado tem cicatriz, eu também cicatrizo.
- Sim, e ela? Vai ficar sofrendo por aí?! Dê uma solução, afinal, você fez a besteira!
- Solução!? Eu digo apenas pra ela ter calma e esperar, que cada coisa tem seu tempo certo pra acontecer. O que é nosso de verdade jamais se vai para sempre.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Na próxima parada.
Vi você virar as costas, pegar o primeiro trem e ir embora. Continuei sentada naquele banco, fazendo o inverso do que um dia eu disse que faria caso isso acontecesse. Fiquei Imóvel! A verdade é que, talvez, tenha me faltado atitude, coragem pra que eu fizesse tudo o que eu pensei em fazer ou eu realmente não quis levantar, segurar seu braço, te dar um abraço e pedir pra você ficar. Não quis e não posso fazê-lo...
Vi você ir embora naquele trem sem nem ao menos saber qual seria o seu destino final, se em algum momento nós nos "esbarraríamos" novamente, se nos encontraríamos na correria do dia-a-dia. Vi você ir embora com lágrimas nos olhos, mas nada pude fazer, nada posso fazer..
Estou sentada nessa estação há mais de horas pensando em como agir, tenho apenas dois trens para pegar.. Um que já encontra-se desgastado, mal pintado e sujo por conta do tempo, mas que ainda me rendeu alguns bons momentos e lembranças quando viajei nele; e outro novinho em folha, mas que eu não sei ao certo descrever, pois nunca tive coragem de adentrá-lo. Talvez seja hora de experimentar "o novo", de conhecer o que ainda não conheço, de me permitir. Talvez seja a hora de eu pegar o próximo trem, fazer um caminho diferente, mudar a rota, mudar a rotina, ver paisagens, pessoas, sentir aromas novos, sabores novos, deixar o tempo me levar... É a hora de...
Ops, lá vem ele, com uma placa enorme e iluminada dizendo: "Próxima parada: Futuro." e aí vou eu!
"Siga-me os bons."
Já me disse CAIO:
“Preciso muito que alguma coisa muito muito boa aconteça na minha vida... alguma coisa, alguma pessoa. Acho que tenho medo de não conseguir deixar que o passado seja passado, de aceitar verdades pela metade, de viver de ilusão. Eu preciso muito muito deixar acontecer o momento da renovação, trocar de pele, mudar de cor. Tenho sentido necessidades do novo, não importa o quê, mais que seja novo, nem que sejam os problemas. Preciso deixar a casa vazia para receber a nova mobília. Fazer a faxina da mente, da alma, do corpo e do coração. Demolir as ruínas e construir qualquer coisa nova, quem sabe um castelo."
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
O poder da música.
Acho engraçado o poder que certas músicas têm sobre nós. Muitas vezes elas nos fazem lembrar lugares que passamos, amigos, uma viagem inesquecível ou até mesmo "grandes amores"... Música pra mim tem um sentindo super especial, na verdade sempre teve. Escuto música de acordo com o meu humor, mas quem não é assim?!
Há algumas que me fazem lembrar ótimos momentos, assim como há aquelas que fazem feridas cicatrizadas doerem como se tivessem sido abertas a pouco tempo, mas elas têm o grande poder de eternizar, fazer com que momentos que não duraram tanto tempo fiquem pra sempre na memória e nos fazem regressar a esses momentos a cada vez que a escutamos..
Essa música é uma das poucas com um grande e único significado pra mim. Me faz lembrar bons momentos, momentos que jamais serão apagados e eu não podia deixar de "partilhar" isso aqui...
Ainda Bem - Marisa Monte
Ainda bem
Que agora encontrei você
Eu realmente não sei
O que eu fiz pra merecer
Você
Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava eu não tava afim
Até desacreditei
De mim
O meu coração
Já estava acostumado
Com a solidão, quem diria
Que ao meu lado você iria ficar
Você veio pra ficar
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim.
O meu coração já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão
Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou
Você que me faz feliz
Você que me faz cantar assim.
sábado, 17 de setembro de 2011
Tempos de Espera
"(...) Alfredo, recordar é tão bom. Ouso dizer que é um exercício poético. Por meio da recordação, podemos ritualizar a existência, pondo num mesmo altar todos os tempos, conjugando-os sem as amarras de suas determinações.
Mas é por ser poético que também é perigoso. A recordação pode se transformar numa prisão. Nem tudo permanece. As perdas são inevitáveis, você bem sabe. O apego ao passado pode nos privar das belezas do presente e das esperanças do futuro. Eu vivo fazendo acordo com o tempo. Descobri que não posso vencê-lo. Aprendi que o passado pode ser um quadro na parede, mas NUNCA a mobília principal.
Meu querido amigo, abrir mão da vida que já não nos pertence é um jeito sábio de perder para ganhar. Volto a dizer. Perdemos o tempo todo. E perder requer arte. Os seres que éramos ontem, hoje já não somos mais. Estamos modificados. Alguma coisa em nós já começou a morrer. Mas outras realidades já nasceram. Esta é a dinâmica do luto. Aquele que a cada dia se sepulta da mesma forma renasce. Toda perda requer luto. Mas nem sempre vivenciamos corretamente os movimentos deste luto. A morte do que somos desordena tudo. Mexe, modifica, desinstala. Mas depois há sempre uma nova oportunidade humana à nossa espera.
O mesmo acontece quando perdemos alguém. Enfrentar a morte das pessoas que amamos não é fácil. Falo de todas as formas de perder. Há pessoas que se vão de nossas vidas, mesmo quando permanecem ao nosso lado. A morte não foi física, mas afetiva. A morte física se impõe com uma dramaticidade maior. O sepultamento do corpo é o desfecho da despedida. Enterrar é necessário. É preciso que o velório termine, que o quarto seja desarrumado e que as roupas sejam doadas, repartidas, para que a vida reencontre seu curso normal. A tristeza faz parte do processo, mas será mais leve à medida que o tempo cumpre o seu específico, que é passar. Tempo não foi feito para ficar, ao contrário, foi feito pra passar. E é bom que passe.
Nisso há uma dádiva. O tempo é redentor. Nele e com ele faremos a experiência do distanciamento que nos ajuda a enxergar com mais leveza os acontecimentos do passado. (...) Mas o tempo a que retornamos só existe no contexto de nossas lembranças. A cena já se desfez, muitos personagens já morreram, mas o resultado da cena ainda continua atuante dentro de nós. A isso chamamos de trauma. (...)"
Mas é por ser poético que também é perigoso. A recordação pode se transformar numa prisão. Nem tudo permanece. As perdas são inevitáveis, você bem sabe. O apego ao passado pode nos privar das belezas do presente e das esperanças do futuro. Eu vivo fazendo acordo com o tempo. Descobri que não posso vencê-lo. Aprendi que o passado pode ser um quadro na parede, mas NUNCA a mobília principal.
Meu querido amigo, abrir mão da vida que já não nos pertence é um jeito sábio de perder para ganhar. Volto a dizer. Perdemos o tempo todo. E perder requer arte. Os seres que éramos ontem, hoje já não somos mais. Estamos modificados. Alguma coisa em nós já começou a morrer. Mas outras realidades já nasceram. Esta é a dinâmica do luto. Aquele que a cada dia se sepulta da mesma forma renasce. Toda perda requer luto. Mas nem sempre vivenciamos corretamente os movimentos deste luto. A morte do que somos desordena tudo. Mexe, modifica, desinstala. Mas depois há sempre uma nova oportunidade humana à nossa espera.
O mesmo acontece quando perdemos alguém. Enfrentar a morte das pessoas que amamos não é fácil. Falo de todas as formas de perder. Há pessoas que se vão de nossas vidas, mesmo quando permanecem ao nosso lado. A morte não foi física, mas afetiva. A morte física se impõe com uma dramaticidade maior. O sepultamento do corpo é o desfecho da despedida. Enterrar é necessário. É preciso que o velório termine, que o quarto seja desarrumado e que as roupas sejam doadas, repartidas, para que a vida reencontre seu curso normal. A tristeza faz parte do processo, mas será mais leve à medida que o tempo cumpre o seu específico, que é passar. Tempo não foi feito para ficar, ao contrário, foi feito pra passar. E é bom que passe.
Nisso há uma dádiva. O tempo é redentor. Nele e com ele faremos a experiência do distanciamento que nos ajuda a enxergar com mais leveza os acontecimentos do passado. (...) Mas o tempo a que retornamos só existe no contexto de nossas lembranças. A cena já se desfez, muitos personagens já morreram, mas o resultado da cena ainda continua atuante dentro de nós. A isso chamamos de trauma. (...)"
(Pe. Fábio de Melo)
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